quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vomito Ergo Sum

Ela, a que não me deixa esquecer,
Divide-se em duas, famintas do negro

Quando elas se cruzam,
Torcidam a alma, o físico e o intelecto.
Toda a razão de existência é abalada,
Digerida e fervida, numa explosão de pânico.
Abstémia de Paz. Explícita em Dor,
Desilusão, Nervo e Solidão.

Aperto no estômago, insectos na mente,
O vazio teima em sair da melhor maneira que vê,
Vomitando o que lhe aparecer primeiro,
Para tudo jorrar, e despedaçar o Inteiro.

Se o sinto e expulso, consigo respirar,
Ser e viver, olhar e sonhar,
Demente de pedaços com uma estranha tez,
...pelo menos até á próxima vez.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Novamente

Vem aí, está a chegar,
Oiço-o ao fundo..
Sinto-o, Vejo-o, Toco-o,
E covardemente deixo-o morder-me.

Nunca direi nunca, outra vez.

Há que travar o novamente, para não mais durar
É um pêndulo de doença, que ecoa no meu estar.

Nunca direi nunca!

O ver é o que mais custa,
Ao longe e com os mesmos olhos sem desculpa.
Sendo a desilusão com o presente
Um produto inacabado dum passado contundente.

Outra vez...