sábado, 8 de maio de 2010

Ensinar a consciência.

Sorrindo a póstumas e dolorosas memórias.
Amando com todo o meu corpo,
Vou-me ensinando outra vez a dor..
Aquela que conhecemos, que nos remói e que nos dá sentido.
Sim, Essa, a que nos faz acreditar que ainda vivemos.

Eu não te quero ter, apenas ver.
Vou fazer tudo para não te ter de novo,
Sentindo o amanhã com um arreganhar de dentes.
Transformando-me, sem esquecer.
Esvaindo-me em alegria irónica
De não mais te alimentar.
E esquecer sem me transformar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A decepção da Realidade.

Agarras num copo partido, tentando-o concertar,
Está inteiro de novo, mais forte que antes.
Pronto para receber novos sabores, cores e dores.
Esquecendo-se do Sangue destemido que te escorre nas mãos.

Andas perdido em mundos já visitados,
Não queres lá voltar, apenas odiar. 
És um circulo tremido, sem saída,
Tens sempre de lá regressar.
Quando não esperas algo mais do que a desilusão,
deixas de viver o feroz, é a Vida a ressacar.

Não consigo esquecer, não consigo perdoar.
Não consigo viver e muito menos estar.
Abraça-me Paz, e contigo os imaginários vermes que me roem o nervo.
Ao menos serão reais e hão de vomitar medo e desespero. 
Não consigo novamente. O novamente está para durar.