segunda-feira, 19 de abril de 2010

O medo de perder o Medo

Vivo com medo, aquele que doi,
Que fere a mais pequena réstia de sonho.
O desassossego feroz que não me deixa dormir,
E que me faz não querer acordar.

Acordar?
Acordar para o quê? Para este pesadelo outra vez?

Sem vagar para pensar, sem vagar para olhar.
Perdido no lamento, que não me consigo soltar.
Esta constante angústia da falta de conchego,
Faz-me demente. Doente com soberba de nervo.
Sim, tenho o Medo.

Medo da solidão, medo da possessão
Medo de não me escapar desta incessante merda que me possui
Medo sentimental, actual.
Fisicamente cansado de me tentar mexer
Atado á dor de não o conseguir, apenas.
Este sentimento abrasivo de pânico,
Que todos os dias pela hora da consciência,
Não me permite respirar, viver e voar.

Medo...
Não te quero perder,
Serás ao menos, uma companhia até morrer.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Princípios

A essência fulcral do fundamento,
manifestamente abonatória como lasciva.
Constituídos por um teor reles, e impotente.
Romanticamente são agressivos,
Socialmente são ridículos.
No seu âmago, inúteis. Agora.

O único poder será junto ao leito da morte,
Quando quantificam o bem, o mal, e o normal.
Riscos de censura em acções,

Pensamento recorrente de pseudo-sobrevivência.
Sempre os usei, só me trouxe dor e amargura.
Sempre os vou usar, não sei bem porquê.
Instinto, Teimosia... Ou apenas deleitamento,
Com A doutrina filosófica, à qual estou de acordo.

De qualquer das maneiras...
Uma fertilização imaculada da Vida.
Um ciclo de dor e sofrimento,
O saudar do efemeramente vazio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O conforto do Adormecer, para amanhã recordar

A falta de sono leva-me a ripostar contra a minha própria consciência,
Onde está a pausa da dor estomacal que me invade a alma?
Sim... Aquelas 'borboletas' que sucumbem apenas quando encontramos a paz..

Parem raios! Larguem-me o estômago.

Será o diafragma encolhido com medo? Será a pressão que a bomba efémera faz no corpo?
Apenas sei que me distraiem do descanso voluntário e recusam-se a fugir de mim.

Ser Humano desprezível..
Amedrontado e sem qualquer defesa do imediato.
Perdes-te nos trilhos, nas ténues linhas até ao horizonte que se enterlaçam com as minhas.
Aquelas que sempre fugiste, sempre ignoras-te e que voltam sempre para te dar um par de estalos.

Por muito que queira, a alma não se cura, nem se transcende, apenas não se lembra.
Esquecimento é o apaziguante da minha vida, e ao mesmo tempo, o seu carrasco.

..no entanto,
Ninguém acorda em lençóis lavados, já não o estão.